Bonecos

27 Janeiro, 2008

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Sem dúvida uma das mais importantes imagens que figurei, a foto é uma contundente manifestação sobre a condição histórica da Mulher. Na metade direita vê-se um protótipo genóide nu, iluminado em seu baixo ventre. A boneca manifesta curvas ideais, mas não vemos o seu rosto. Despedaçada de seus braços, metaforicamente constatamos que esta “mulher” nada pode fazer para livrar-se de sua atual condição no mundo.

À esquerda está refletido no espelho um cemblante triste, porém vivo e resistente. Desta outra Mulher pode-se contemplar a alma através de sua expressão. Na mão, ela pressiona uma folha de papel no vidro em que está apoiada, como se quizésse mostrar à “mulher” na direita algo que lhe pertencia como direito.

PS.: O que aconteceu com seus brinquedos? Foram doados? Destruídos? Perdidos, ou, como no meu caso, guardados em um grande armário na garagem?


A Casa

27 Janeiro, 2008

Vai lá pra quem ainda não leu:

Naquela casa nada estragava, quebrava ou apodrecia. Nada se consumia, todas as coisas estranhamente conservavam-se preservadas ao longo do tempo.

Na casa havia um cômodo onde a mãe do noivo prestava reforço escolar à crianças do bairro. Nele havia uma grande mesa e as crianças sentavam-se ao redor dela. No canto, encaixado num vão um grande armário azul claro patinado, chaveado e que não podia ser aberto. As paredes eram adornadas com desenhos feitos por elas.

Os pais do noivo eram conhecidos por sua rigidez e austeridade. Aconteceu que, aproximanda a data do casamento, mudaram-se da vila em que moravam no interior do Rio Grande do Sul para Porto Alegre, onde residiam os noivos.

Qual não foi o espanto deles ao visitar a nova casa dos sogros pela primeira vez: móveis, objetos, decoração… tudo era exatamente igual à casa da vila em que eles se conheceram 15 anos antes, na infância.

Depois daquele domingo o noivo ficou muito perturbado, andava retraído e perdia o ânimo. A noiva, preocupada, sondava qual seria o problema:

- É meu irmão Clarice, agora lembro. Ele era mais novo e brincávamos todos os dias. Eu me lembro do seu rosto, como era parecido comigo. Ele ficou doente e morreu subitamente antes de eu te conhecer. De um dia para o outro não havia mais nenhuma foto dele pela casa, e meus pais não mencionavam o seu nome, como se ele nunca houvesse existido. Por alguns anos eles tentaram convencer-me de que eu imaginei tudo e sempre fui filho único, proibíram que eu tocasse no assunto, mas agora sei que não é verdade, eu tive um irmão, eu o amava.

O noivo permaneceu triste nos dias seguintes. A noiva também perturbou-se, muitas memórias do passado vieram à tona: como conheceu o noivo, as lendas ouvidas na vizinhança, a preocupação de seus pais e dos amigos com o namoro, a mudança apressada para Porto Alegre, a tentativa de viver uma vida normal. Foi uma transição muito sofrida, e ela não abriria mão de seu sonho de concretizar sua relação.

A noiva percebeu que nada lhe restava senão acreditar em seu amado e enfrentar a situação por ele, para que os dois pudéssem seguir em frente. Lembrou-se que quando criança ouvia que atrás do armário azul havia outro armário igual. Pensava que se pudesse abri-los desbriria algo sobre o irmão do noivo.

Naquela mesma semana rondava a casa dos sogros. Olhou pela janela as crianças ao redor da mesa em mais uma aula. Não suportava ver aquela cena. Ela incentivava o noivo a ir com ela abrir o tal armário, mas ele, muito desanimado, não expressava interesse.

Decidiu fazer tudo sozinha: num final de tarde, foi visitar a sogra, que, receosa, abriu a porta. A senhora foi surpreendida com um pano branco embebido de sonífero pressionado contra a suas narinas. Em segundos estava inconsciente. Munida com um pé-de-cabra, a noiva foi até o cômodo e abriu o primeiro armário: nele haviam louças, panos, material escolar e outros objetos para a casa replicados em muita quantidade.

Impetuosamente derrubou o primero armário, e de fato encontrou um segundo. Quando abriu este viu ainda muitos objetos da casa, e um grande invólucro branco que abriu com cuidado: era um menino, mumificado.

Naquela casa nada estragava, quebrava ou apodrecia. Nada se consumia, todas as coisas estranhamente conservavam-se preservadas ao longo do tempo.


Abrace essa idéia

25 Janeiro, 2008
Um grupo de suecas está realizando uma campanha para garantir às mulheres o direito de fazer topless nas piscinas públicas do país.

O movimento, que ganhou o nome de Bara Bröst (peitos à mostra, em tradução livre), começou em 5 de novembro do ano passado, quando duas jovens foram expulsas de uma piscina na cidade de Uppsala, ao norte da capital Estocolmo, após tirarem a parte de cima do biquíni.

As meninas consideraram a proibição como discriminação e decidiram dar queixa na polícia. A notícia se espalhou e ganhou adeptas que, unidas, criaram um blog e uma página no site de relacionamentos Facebook, que contam atualmente com 360 membros.

No blog, elas defendem que “as mulheres possam fazer topless em todos os lugares em que homens podem ficar sem camisa, e que os seios não sejam considerados parte da genitália feminina”.

A campanha obteve os primeiros resultados depois que duas piscinas na Suécia decidiram autorizar mulheres a ficar sem sutiã, desde que os outros visitantes não se sintam incomodados. Se reclamarem, elas terão de se cobrir novamente.

A luta pelo topless parece estar ultrapassando fronteiras e mulheres na Dinamarca e Noruega já estariam abraçando a idéia e articulando uma campanha pelos mesmos direitos em seus países.

 Fonte: BBCBrasil.com


United Kingdom

8 Janeiro, 2008

Nunca estive lá, mas minha ligação por coisas de lá é realmente forte. Não sei se é culpa do David Beckham, das Spice Girls ou dos caras do Blur. A única certeza que tenho é que os ingleses não são mais os mesmos:”MAKE WAY FOR THE Q Wii NElizabeth hogs Wills’ Xmas gift from Kate ROYAL EXCLUSIVE

The gadget-loving Queen has become HOOKED on Prince William’s new Nintendo Wii games console.

William’s girlfriend Kate Middleton bought him the £200 gift for Christmas – but he now has to share it with his grandma.

A Palace source told The People: ‘When she saw William playing a game after lunch at Sandringham she thought the Nintendo looked tremendous fun and begged to join in.

‘She played a simple ten-pin bowling game and by all accounts was a natural.

‘It was hilarious. William was in fits of laughter. He was enormously impressed at having such a cool gran.

‘And although she is 81 the Queen’s hand-eye co-ordination was as good as somebody half her age.’

The Wii was this Christmas’s musthave gift. Players can create their own customised on-screen lookalike – just like our jokey Elizabeth pictured above.

Kate, 26 on Wednesday, watched as William, 25, unwrapped the gift at the Royal Family’s festive gathering. Our source said: ’He loves his gadgets and boys’ toys. So it was the perfect present for him.

‘His only difficulty now is prising it away from the Queen’s clutches. She showed all the signs of becoming a Nintendo addict.’

It’s not the first time the Queen has joined the hi-tech revolution.

In 2001 she got her first mobile phone and has regularly upgraded to one with the latest features.

Her Majesty set up her own email account years ago.

In 2005 she took delivery of an iPod that stores more than 100,000 tunes.

And last June she added a trendy BlackBerry to her technological armoury – and made sure her senior staff were equipped with them too.”  By Dean Rousewell – The People


Anderson expresso

2 Janeiro, 2008

Um homem sentado no banco de trás de um táxi na Índia, pedindo pressa para o motorista. Quando o táxi pára, ele sai correndo sem pagar tentando chegar a tempo de pegar seu trem. Ele corre, mas chega tarde demais: o trem já saiu. A corrida até o trem é longa, mas ele tenta. O fracasso é certo, devido à idade. Assim Bill Murray perde o trem do novo filme de Wes Anderson e é assim que Adrien Brody entra no trem de Wes Anderson. também atrasado, vemos Brody, com suas pernas gigantes, ultrapassar Bill Murray e conseguir pular para dentro do trem, deixando, assim, o eterno Steve Zissou pra trás.

O “Expresso Darjeeling” é a despedida da temática “pai” nos filmes de Wes. Já deixa um pouco isso à mostra com o fracasso de Murray ao tentar entrar no trem e com o pai como figura morta no enredo (ao contrário de “Os Excêntricos Tenenbaums” e “A Vida marinha com Steve Zissou”).